Após oito anos, as ex-alunas visitaram O Peixinho e se emocionaram com as recordações da infância
Há lugares que moram dentro de nós, que guardam risadas, descobertas e os primeiros passos de uma história que continua sendo escrita. Para Carolina Baccarin, Julia Asperti, Maria Luisa Schmidt e Beatriz Féres, voltar à Escola O Peixinho foi como abrir um álbum de memórias, daqueles que são folheados não apenas com os olhos, mas com o coração.
As quatro amigas começaram a estudar n’O Peixinho aos dois anos de idade e seguiram juntas até o 5º Ano do Ensino Fundamental. Aqui construíram muito mais do que aprendizados escolares, criaram vínculos que atravessaram o tempo. Mesmo depois de seguirem para escolas diferentes, permaneceram unidas. Nas férias, ao menos duas vezes ao ano, elas se encontram para matar a saudade e atualizar as histórias.
Curiosamente, grande parte dessas conversas acaba no mesmo lugar: “Sempre que nos encontramos, lembramos de momentos vividos n’O Peixinho”, contou Julia. “Saímos essa semana e ficamos uma hora conversando só sobre a escola”, completou Maria Luisa.
Desde que se despediram do “aquário”, em 2018, existia o desejo de voltar juntas para uma visita; porém, as agendas, a rotina e a distância (uma delas mudou-se de cidade) adiaram o reencontro por algum tempo. Mas, neste início de ano, a visita em grupo finalmente aconteceu. E, pelo que as jovens relataram, valeu cada minuto de espera.
Memórias em cada cantinho
A cada ambiente visitado, surgiam lembranças compartilhadas: histórias com os colegas, momentos com as professoras, brincadeiras que pareciam ter acontecido ontem.
Durante a visita, elas quiseram rever tudo: os espaços do Ensino Fundamental e da Educação Infantil: as quadras, os parques, as salas de aula, a areia azul e, claro, o aquário. Em cada cantinho, surgia um comentário, uma risada ou uma lembrança inesperada.
“É muito bom estar aqui com elas e rever os espaços. Tem muita coisa igual, mas em proporções diferentes, pois, como eu era pequena, na minha cabeça, a escola era gigante”, comentou Beatriz. Para Carolina, o sentimento foi de nostalgia: “Aqui nós crescemos juntas; dá vontade de voltar no tempo, de viver tudo de novo”.
No Laboratório de Habilidades Digitais, a memória veio de um jeito ainda mais inesperado. Ao adentrarem o espaço, logo observaram, admiradas: “Até o cheiro é o mesmo”. Foi um momento especial de recordações para as ex-alunas.
Amizade que atravessa o tempo
Se há algo que marcou a trajetória das quatro amigas n’O Peixinho foi o acolhimento. Quando falam da escola, essa é a palavra que surge naturalmente e em unanimidade. Segundo elas, foi justamente esse cuidado diário que fez a diferença quando precisaram se adaptar a novos ambientes escolares.
“Justamente por ser uma escola menor, aprendemos a socializar com mais facilidade, conversar, fazer amigos e a nos comunicarmos. Isso foi fundamental para a adaptação em outros colégios”, afirmaram.
Hoje, devidamente formadas no Ensino Médio, Carolina, Julia, Maria Luisa e Beatriz iniciam uma nova etapa. Neste ano, seguem em busca da formação acadêmica nas áreas de Psicologia, Arquitetura e Nutrição. São caminhos diferentes que partem de um mesmo ponto: “Sem dúvida, em toda a nossa trajetória de estudos, levamos a base sólida que construímos n’O Peixinho. De fato, aqui construímos um alicerce para a vida”.
Mais do que escola, família
Voltar n’O Peixinho foi mais do que uma visita. Foi um reencontro com quem elas foram — e com tudo o que ajudou a formar quem são hoje. Para Carolina, Julia, Maria Luisa e Beatriz, O Peixinho continua sendo exatamente como era: sinônimo de aconchego, de segurança e de família.
N’O Peixinho é assim: o tempo passa, os caminhos mudam, a vida segue, mas o aquário continua sendo casa.










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